A simbologia do local faz-se sentir intensamente, desde sempre que se associa a entrada de Coimbra ao Largo da Portagem, ou à saída da Ponte de Santa-Clara. É neste contexto que o edifício se insere, sendo permitido o seu visionamento ainda na margem esquerda do rio, bastando para tal, olhar a encosta que envolve, parcialmente o Largo
da Portagem.
Rodeado por um casario mesclado de épocas, com uma nostalgia de "passado recente", destacam-se instintivamente duas construções, a Torre da Universidade, pela carga histórica que possui e por se encontrar no ponto mais alto, e a obra escolhida, por ter "dominado" a inclinação do terreno e marcar a sua presença, não só pela adaptação ao espaço, como também pela sua imponência.
A funcionalidade não é o forte da zona, não só pelas ruas exíguas, só de um sentido, mas porque faltam estacionamentos (exclusivos da área). É no entanto de salientar que a inclinação do terreno não favorece novas soluções.
2. O contributo do edifício para o formato espacial
A escala do edifício está perfeitamente integrada na zona envolvente, apesar de grande em relação à maioria e da diversidade que caracteriza a zona. Para essa diversidade muito contribuem as variadas tipologias existentes na zona. Em termos de massa o edifício é realmente imponente, não tanto pela construção propriamente dita (apesar da sua
grandeza), mas pelos grandes muros de suporte que houve necessidade de construir por forma a fazer a sua edíficação (térrea), a um só nível.
Quanto à implantação do edifício, ela foi feita no ponto mais elevado do terreno e praticamente ocupa todo o espaço possível, deixando apenas lugar a pequenos jardins e um pátio.
A concordância do conjunto edíficado com a zona envolvente, parece-nos conseguida, talvez pela acção da patine do tempo que muito contribui para a harmonia que a zona emana.
Em conclusão, a construção destaca-se não só pelo seu conjunto majestoso, mas também, pela contribuição que deu para uma definição formal do espaço que a rodeia.
3. Afectações
O edifício situa-se numa zona de transição entre duas manchas de usos, uma de serviços e comércio (Portagem, Av. Emídio Navarro e R. Ferreira Borges), e outra de habitação que se estende pela encosta até à Universidade. Daí que o uso (serviço), que lhe está atribuído não cause problemas para a zona, até porque é um serviço relativamente condicionado.