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IconesRISCOS E VULNERABILIDADES DO DISTRITO

O distrito de Coimbra comporta uma diversidade de factores integrados que lhe conferem uma problemática de riscos, sendo os mais significativos os de ocorrência sazonal, do tipo intempéries, por vezes violentas, no período de Outono /Inverno, e inúmeros incêndios florestais na época estival.
 A sua localização central, com acessibilidades fundamentais Norte/Sul (A1 e IC1) e Este/Oeste (A14 e IP3), conferem-lhe um risco acrescido de acidentes rodoviários, cuja constância e futura probabilidade de ocorrência motivam operações de prevenção, mitigação e socorro.
O distrito é atravessado, também, pela importante via ferroviária – Linha do Norte, que pela intensidade de tráfego de pessoas e matérias perigosas potencializa a gravidade de um acidente, pese embora este seja de baixa probabilidade de ocorrência.
O tecido industrial do distrito de Coimbra, não é fortemente representativo de sua actividade económica, sendo essencialmente constituído por pequenas e médias empresas, onde se diferencia a indústria cerâmica, do mobiliário e madeira e a indústria extractiva, em particular de inertes. Não existindo pólos industriais de forte implantação e especialização, destacam-se apenas a indústria de papel e celulose, no concelho da Figueira da Foz e uma unidade industrial de resinas no concelho de Montemor-o-Velho, esta última motivo de alguma preocupação devido a alguns sinistros ocorridos.
Os incêndios urbanos, representam um risco acrescido nas malhas urbanas, em especial nos centro urbanos antigos, cuja fragilidade de construção, difíceis acessibilidades e ocupação antrópica eminentemente de população envelhecida, constituem factores que potenciam a gravidade e a probabilidade das ocorrências e consequentemente o risco associado. É cada vez mais acentuado o esforço de recuperação deste espaços urbanos com vista à melhoria da qualidade de vida e mitigação do risco através de medidas de organização espacial, de limitação de estacionamento e circulação automóvel, de introdução de novos materiais de construção, de equipamento de combate aos incêndios, entre outras.
As situações de colapso de estruturas que actualmente são notícia na zona antiga de Coimbra são, de alguma forma, motivo de preocupação para os agentes de protecção civil, e sempre mitigadas pela aplicabilidade da lei no que respeita à concepção do projecto e às condições de segurança na construção da infra-estrutura.

Contudo, nas restantes áreas urbanas é fundamental continuar o esforço de ordenamento territorial e de planeamento urbano infraestrutural.

Por outro lado, podemos também considerar, em hipótese remota, de baixa probabilidade de ocorrência, a ruptura de barragens. No distrito de Coimbra, existem importantes estruturas hidráulicas, postas à prova no Inverno de 2000/2001, como o sistema de barragens Aguieira-Raiva-Fronhas e Açude Ponte de Coimbra, como partes integrantes de um conjunto de obras de regularização do Baixo Mondego, entre outras funções de natureza energética e de abastecimento de água, nas quais se incluem todo o sistema de diques do novo troço regularizado nesta área a jusante da cidade de Coimbra. Assim, a existência destas estruturas, assim como outras de menor dimensão como a barragem do Alto Ceira – Concelho de Arganil e Barragem de Santa Luzia – Concelho da Pampilhosa da Serra, podem constituir um risco embora de diminuta probabilidade de ocorrência.

Os riscos naturais, constituem o principal manancial das acções de planeamento e prevenção. Realça-se a importância sócio - económica da floresta e a problemática dos incêndios florestais, em período de Primavera/Verão/Outono, e os inúmeros prejuízos agrícolas como consequência das intempéries – cheias e inundações, deslizamentos, derrocadas de prédios e cortes de vias de acesso, com graves implicações na vida quotidiana das populações e no tecido económico do distrito.

No caso das anomalias climáticas, situações extremas da variabilidade climática, pode, em certos anos, vir a manifestar-se com valores elevados de precipitação provocando em poucas horas inundações urbanas, com elevados prejuízos materiais.

Para saber quais as medidas de auto protecção a ter em situação de risco consulte:
http://www.proteccaocivil.pt/InformacaoPublica/CulturaSeguranca/Pages/Introducao.aspx

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