A 44 km de Coimbra, num vale estreito e profundo, de terras de xistos e penhascos abruptos, entre as serras do Carvalhal e do Rebadão, pacatamente, a deixar-se banhar pelo rio Ceira que a atravessa, Góis apresenta-se singularmente. Quase imaculada no branco das casas, inalterável nos traços, ímpar na beleza. A sul da vila, impõe-se o Penedo de Góis, elevação com altitude aproximada de 1045 metros que, vista de N./O., se afigura a gigantesca pirâmide e se mantém como
manancial científico. O concelho, rural, confina com os de Arganil, Pampilhosa da Serra, V. N. de Poiares, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra. Não tem mais de 16 km N/S e de largura 17,72 km E/O. Mas como as terras " não se medem aos palmos", as cinco freguesias que o compõem e lhe dão vida – Alvares, Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira –, ocupam a área de 284,72 km2 e acolhem uma população residente de 7 000 pessoas.